domingo, 15 de maio de 2011

Meu tio é Magaiver

Magaiver ou MacGyver (forma correta) era uma série de televisão da década de 80/90, ele era o exemplo do típico brasileiro, dando um jeitinho para tudo. Não é por menos que meu tio se encaixa perfeitamente neste perfil de herói fantástico que sempre se safa dos problemas encontrando as mais inusitadas soluções.
Um fio, uma caneta e um arame é capaz de levar meu tio à Lua. Para ele não há perigo, pois uma forma esperta de escapar está sempre ao alcance de seus conhecimentos científicos. Perito em eletrônica e com domínio das mais variadas modalidades de engenharia, ele realiza todo tipo de conserto: automóveis, eletrodomésticos, móveis, barcos, aviões etc. Já fabricou maquinarias formidáveis, utilizando apenas ferramentas improvisadas. As invenções, porém, sempre questionáveis, do ponto de vista da segurança e da utilidade ainda não possuem registro de patente. Os registros das proezas e invenções podem ser observados em forma de gambearras inconfundíveis, na imensa variedade catalogada de aparelhos revirados, mas sem o conserto concluído, e nas descobertas sensacionais de defeitos inexistentes em utensílios, máquinas e objetos.
Diferente do discipulado de Bruce Lee que lhe permitiu conhecer os mistérios profundos das artes marciais com a ajuda de um mestre, meu tio se tornou Magaiver apenas por seus impulsos autoditadas. A sede de tudo saber e conhecer sempre o conduziu para as mais inesperadas situações, inclusive para a Lua e para numerosas oficinas com profissionais especializados que de fato, soubessem fabricar e consertar coisas. Como questionar? As naves espaciais da Nasa vivem dando defeito e até Magaiver já precisou de resgate e de ajuda da produção. Meu tio é só um cara.


 

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